O suposto uso eleitoreiro do programa Gabinete Itinerante, executado pelo governador reeleito Luiz Fernando Pezão (PMDB), volta à pauta do Tribunal Regional Eleitoral nesta quarta-feira (26).
No julgamento da última segunda-feira (24), o relator do processo, corregedor eleitoral Alexandre Mesquita, votou pela cassação, inelegibilidade e aplicação de multa a Pezão, por entender que o governador se utilizou do Gabinete Itinerante para "alavancar seu nome junto ao eleitorado mais humilde".
Já os magistrados Fábio Uchoa e Flavio Willeman divergiram, sob o argumento de que o programa era uma "atividade normal de governo". Mas o julgamento foi suspenso com um pedido de vista do desembargador Abel Gomes.
A Coligação Frente Popular (PT, PV, PSB e PC do B), encabeçada por Lindbergh Farias (PT), acusa Pezão de ter criado um programa social para "promover sua candidatura".
Segundo a coligação, o programa não teria previsão na lei orçamentária e foi divulgado "maciçamente" no canal institucional do Governo do Estado no Youtube e na conta pessoal de Pezão no Facebook, bem como por meio de um encarte, com tiragem de 360 mil exemplares.
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